segunda-feira, 22 de setembro de 2014

P.038 - 22 SETEMBRO 1969 - Ataque do IN a BARRO

FAZ HOJE 45 ANOS!...
Foi há 45 anos que o IN resolveu mais uma vez atacar a CART 2412 aquartelada em Barro. Só que desta vez e por isso a efeméride, o ataque foi de tal maneira violento que ainda hoje está presente na memória de todos.
O relato do acontecido está descrito na História da Unidade aqui relembrado.

(*) Clicar em cima para ampliar.


Tenho registos do que foi este ataque, o maior e mais violento que sofremos em toda a comissão, mas estão em slide o que torna impossível a sua publicação, se alguém tiver fotos agradeço.
Recorte d' "O Meu Diário", já aqui publicado na integra, sinteticamente assinalado o ataque.

A nossa tabanca, aqui ainda sem estragos, foi um dos alvos. Provavelmente a referência deles seria um grande poilão que se vê, bem visível à distância. Foi severamente atingida. Estivemos lá, quase todos, quinze minutos antes.

Momentos menos bons, que não se esquecem, da nossa passagem pela Guiné.
Um abraço
cumprim/jteix

5 comentários:

  1. Conforme já disse no facebook: Este foi o dia em que estando a dormir acerca de 15 ou 20 minutos, acordei pela primeira e única vez debaixo da cama, perguntando a mim mesmo onde é que eu estou? Passados algumas fracções de segundo apercebi-me que estava debaixo da cama.
    A seguir pensei e a garrafa da água que estava sempre entre a cama e a pseudo mesinha de cabeceira, o que lhe terá acontecido? Verifiquei que estava deitada, mas inteira portanto fiquei logo mais descansado.
    De seguida pareceu-me ouvir um ruído na direcção da porta do quarto e perguntei: Quem está aí? Sou eu respondeu-me o Reis, estou mesmo ao pé da porta. Ora abre-a disse-lhe eu. Ela abriu-a e eu fiquei ainda mais preocupado com o que vi e ouvi.
    Subitamente tudo parou ao mesmo tempo como se de uma orquestra se tratasse. Fez-se um silêncio ensurdecedor, para logo a seguir surgir um grande bruaáa, que nos atirou outra vez para a vida.
    Um grande abraço para todos principalmente o Teixeira.
    Adriano Moreira

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    1. Estava eu no Centro Cripto com o cabo cripto a decriptar umas mensagens, quando irrompeu o tiroteio. De imediato estendemo-nos debaixo da mesa de trabalho dado que estávamos praticamente em posição frontal às linhas de tiro, apenas protegidos pelos bidons com terra. Foram momentos de alguma tensão face à intensidade de fogo do IN, mas, felizmente, graças à pronta e eficaz reação da rapaziada, os danos para a Companhia foram minimizados.
      A. Sousa

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    2. Coisas de "operacionais", enquanto outros davam o corpo ao manifesto.
      Abraços ao Moreira e ao Sousa.

      Ps: Afonso, sabes o que é feito do Cabo cripto?
      jt

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    3. Jorge,
      Sempre quis saber do "cavalheiro" José Sousa (bom rapaz...). Fiz diligências e pesquisas várias mas nunca tive a sorte de o localizar. Gostava bastante de o reencontrar.
      Um abraço para ti e para o Moreira.
      A.S.

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  2. Enquanto outros davam o corpo ao manifesto, noutras situações, nesta dei eu e os cabos enfermeiros e não só, durante toda a noite.
    Depois de tomar o pequeno almoço e pedir para não me acordarem para o almoço, ainda tivemos de tratar do Lassane, que ficou sem os dois pés e só me pedia para não o deixar morrer. Só após o pobre rapaz ter sido evacuado para Bissau é que tive o direito a deitar-me e dormir até ao jantar.
    Manga d´abraços pra todos.

    Adriano Moreira

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